Saúde Mental e a Escola

por Priscila Arcuri

Orientação Educacional de F2 da Escola Viva

O que será que podemos falar de saúde mental e escola? 

Será que a instituição escolar tem ou pode ter alguma interferência na saúde mental de seus estudantes?

Se partirmos do princípio de que a saúde mental de uma pessoa está relacionada com a forma como ela reage às exigências e acontecimentos da vida e sobre como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções, eu diria que sim, a escola tem muito a contribuir na reflexão sobre a saúde mental dos seus estudantes e ainda ter parte na SUA preservação.

Apesar da instituição escolar não ter um papel social na área da saúde, ela é um espaço de aprendizagens muito importante na vida das crianças, sobretudo aprendizagens sociais, pois é o primeiro espaço de contato social que a criança frequenta. Muitas vezes é nesse espaço que ela entrará em contato com a diversidade humana, com os conflitos de relações e com a possibilidade de ouvir e ser ouvido por um outro adulto que não do núcleo familiar.

Gosto  muito de pensar que, já que tudo isso acontece na escola, por que não aproveitamos e nos debruçamos sobre a forma como isso acontece para ensinar caminhos bons para esse aprendizado?

Para entendermos as possibilidades que a instituição escolar pode ter para se valer de estratégias que possam promover saúde mental nas suas crianças e jovens, temos antes que pactuar sobre o fato de que conviver e viver também são aprendizagens. 

Temos, em geral, uma tendência a achar que naturalmente aprendemos a viver e conviver e, de fato, aprendemos, mas não naturalmente. Não naturalmente no sentido de nascermos com essas habilidades. Nós, como seres humanos e sociais, desenvolvemos essas habilidades vivendo, copiando exemplos dos mais próximos, passando por experiências conflitantes e nos valendo de repertórios que temos a cada situação. 

Assim sendo, sim, estamos sempre aprendendo a viver e conviver, porém, sem muita reflexão e consciência sobre como isso está se dando.

Mas, a partir do momento em que colocarmos essas habilidades desenvolvidas em nossas vidas na perspectiva do ensino e da aprendizagem, podemos escolher minimamente como elas se darão e, assim, traçarmos metas para que sejam desenvolvidas da melhor forma possível, tanto para um autoconhecimento, em que, como dito acima, a pessoa possa reagir às exigências da vida de forma harmônica, mas também para um bom convívio social, ou seja, que inclua o respeito ao outro, a capacidade de escuta e de fala.

Nessa perspectiva, a escola pode, sim, se valer de estratégias que ajudem na criação desse repertório e no desenvolvimento de habilidades que possam preservar e promover a saúde mental individual e coletiva. 

Estratégias como assembleias de estudantes, grêmios, trabalhos em grupos cooperativos e mediações de conflito por meio do diálogo vão colocando as crianças e adolescentes em contato com possibilidades de agir e reagir àquilo que estão vivendo de forma mais respeitosa com o outro, aprendendo também a se colocar, a detectar seu desejo e a viver de forma mais harmoniosa consigo e com a sociedade.

Muitas escolas já obtêm certo sucesso nessa empreitada, porém, ao meu ver, ainda de forma muito incipiente. Acredito ser importante que nos debrucemos mais sobre essa questão, com reflexão, estudos e práticas diversas. 

Quem sabe assim consigamos esvaziar um pouco os consultórios de profissionais da saúde mental no futuro e almejar uma sociedade mais justa, igualitária e pacífica.

Neste ano, a Direção Pedagógica da Bahema Educação, em parceria com as escolas do grupo Bahema, do qual faz parte a Escola Viva, organizou o Ciclo de Palestras Bem-Estar, disponível nesta playlist no youtube.

Do Ciclo de Palestras Bem estar nasceu a revista Bem-estar: a potência da escola para o enfrentamento da pós-pandemia que reúne um pouco do que aconteceu no Ciclo.


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