A importância de aprender a lidar com conflitos na infância

por Daniela Munerato

Coordenadora do Fundamental 1 (1º e 2º anos) da Escola Viva                                                                          

“Para dar um passo adiante precisamos perder o equilíbrio".

Iniciamos a nossa reflexão sobre conflitos inspirados na frase da pequena Frederica, uma criança de 3 anos.

Cada fase do desenvolvimento nos traz novos desafios, e fato é que, quando estamos aprendendo a lidar com nossas dificuldades, no lugar de mães, pais ou responsáveis, a criança já está mudando novamente. Vamos nos deparar com momentos de não ter a menor ideia do que fazer, improvisar, recuperar memórias e, para o nosso desespero, pensar: o que vivi como criança "não deu certo", mas como fazer diferente? 

Na reflexão sobre estas memórias, parece que a relação entre as palavras conflito e equilíbrio estão mais próximas do que imaginamos. 

A busca pela equilibração é contínua: das emoções, das respostas que trazem sentido e explicações, do próximo passo que vem e no desequilíbrio nos mostra o que já sabemos e ao que precisamos estar atentos.

Isto posto, chegamos a uma conclusão importante: a vida é feita de conflitos que começam quando nascemos, e o grande desafio é saber enfrentá-los e torná-los novas aprendizagens, durante todas as etapas. 

Então vamos por partes!

Do ponto de vista de quem vive o conflito, podemos dizer que a natureza desses conflitos vai mudando conforme a idade, mas que, nos enfrentamentos de forma geral, consideramos três focos: primeiro o centramento no EU, depois o NÓS, que se amplia para o GRUPO e a sociedade. 

Ah! Como é difícil lidar com aquilo que eu desejo e não sai exatamente como eu quero: a famosa frustração, tão frequente nos dias de hoje e desde sempre fundamental ao crescimento. E, neste caso, não é uma possibilidade educativa evitar o conflito, barganhar ou tentar fazer de tudo para que ele não aconteça, porque o mundo é assim, mas isto daria outro texto. Seguiremos…

Lidamos com o conflito, aprendendo estratégias para que possamos nos sentir melhor, refletir sobre o ocorrido e as relações, considerando as diferenças e pontos de vista entre cada um que tem sua parte nele - são conquistas progressivas. 

Enquanto não falam, as crianças têm o recurso do choro, da cara fechada, do ato físico que marcam sua insatisfação. A possibilidade de falar ou mesmo de uma comunicação mais ampla, gestual ou, se for o caso, linguagens alternativas tornam-se recursos para explicitar SENTIMENTOS, pensar em como RESOLVER a situação considerando a si e ao outro, e inicialmente a mediação do adulto será muito necessária, para fazer pensar, e não para usar seu poder num castigo imaginando que a criança agirá diferente depois disso. 

Um conflito pode acontecer por um sentimento de fome, sono, cansaço, desejo, nervosismo, indignação ... O importante é identificar o motivo e pensar em uma solução: como fazer para me sentir melhor, mas resolver a situação que envolve o outro, pensando num contexto geral, não somente no individual.   

Aos poucos, esperamos que alguns verbos fiquem mais conhecidos e com sentido, como: OUVIR, CEDER, CONSIDERAR, COOPERAR, CONVIVER, COMUNICAR, entre outros. 

Algumas frases ficam mais fáceis de serem ditas: "Vamos conversar", "Agora estou nervoso", "Preciso me acalmar sozinho", "Vou dar uma volta e depois conversamos", "Preciso de sua ajuda", lembrando que "desculpa" não é uma palavra mágica, pois estamos falando da vida real, e que abraços após uma conversa só devem acontecer se os envolvidos desejarem, já que abraço é algo íntimo e, se estamos com a raiva passando, não é nada tranquilo e confortável este contato físico com o outro. 

Entendemos que o abraço, muitas vezes, é simbólico, como se fechasse ou resolvesse a questão, mais relevante para quem sugere a solução e que normalmente não está envolvido na situação, mas mediando. 

Vale colocar-se no lugar das crianças, basta dizer, resolver e seguir em frente pensando em algo formativo. Teremos tempo para que a calma chegue, e os abraços venham por vontade própria.

Por fim, perdemos o equilíbrio muitas vezes, o importante é seguirmos em frente, compreendendo esta dinâmica e a constante busca pela equilibração, na certeza de que, diante dos desequilíbrios, aprenderemos a correr, a dançar conforme a música, a controlar os passos e a contar com apoios se necessário, pois sempre há uma mão estendida. 

Esta é uma aprendizagem para a vida toda: em qualquer âmbito de convívio!


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