Cantar e cantar e cantar… Mas por que mesmo?

por Gisele Pires Milani

Coordenação de Música da Escola Viva

04.cantar 

Na Escola Viva, cantar certamente não é a única atividade de educação musical presente no cotidiano dos nossos alunos e alunas. 

Mas, certamente, cantar está no centro do trabalho desde os primeiros anos da Educação Infantil, nos grupos Amarelinhos (1 a 2 anos), quando essa prática já faz parte da rotina diária, até as séries finais do Ensino Médio, quando os jovens utilizam o cantar nos mais diversos contextos.

Cantar, antes mesmo de falar

O primeiro motivo que justifica essa escolha está no fato de que cantar é um ato totalmente espontâneo na criança, um ato natural. 

Antes mesmo da idade escolar, os bebês já manifestam o seu canto em balbucios, considerados por muitos autores como a primeira forma de composição e também uma das mais importantes formas de expressão da criança, tão significativa quanto o desenho, a gestualidade e o comportamento infantil.

A imagem mostra um adulto com um teclado e várias crianças na sua frente.

Cantoria Grupo Laranja

Recentes pesquisas colocam os balbucios do bebê como um importante indicador, não só do desenvolvimento vocal, mas também de seu desenvolvimento cognitivo.

Aprender cantando

Pensando de uma forma global, as crianças brincam cantando, se relacionam cantando e aprendem cantando. 

Com o olhar mais específico na linguagem musical, ao cantar, podemos acionar na criança os sistemas da linguagem, memória, ordenação sequencial e, se considerarmos as brincadeiras de roda e cantigas com movimentos, existe ainda a possibilidade de ampliar para orientação espacial, motor e de pensamento. 

Muitos filósofos e artistas de outras áreas colocam o cantar e a música em si em um lugar de destaque dentre todas as linguagens de comunicação e expressão. 

Piet Mondrian, pintor holandês do início do século XX, dizia que a música é território de expressão do mundo emergente, que nela não encontramos apenas notas, mas sim relações.

A imagem mostra um adulto ao teclado. Ao fundo famílias cantam.

Cantoria com famílias do Grupo Azul

Um parênteses para falar um pouco sobre essas relações

Sim, são as possibilidades de relações que a Educação Musical na Escola Viva busca explorar todo o tempo, seja na pesquisa puramente musical ou na interação com outras linguagens e conteúdos, como acontece em uma observação e análise das mudanças da nossa paisagem sonora; em um jogo de improviso musical utilizando a água como meio; em uma composição musical coletiva; ou em um evento, como o VivaFest, organizado e realizado apenas por alunos e alunas do Ensino Médio. 

A imagem mostra duas pessoas fazendo experiências sonoras na água.

Experiência sonora com a água

É difícil precisar quais relações estão em jogo, pois, no exemplo da água e da paisagem sonora, para além das questões musicais implicadas, pode-se abordar assuntos totalmente ligados às nossas questões ambientais e às mudanças climáticas, mas podem se relacionar também à matemática ou à física. 

A imagem mostra um grupo de crianças em roda ao redor de um barco de brinquedo.

Cantoria no Evento do 3º ano

Já em uma composição coletiva, muitas regras devem ser seguidas, muitas vontades administradas. 

E o que dizer sobre a realização de um evento musical? 

Questões práticas, como a definição dos papéis de cada um dentro da organização, escolha de temas, curadoria dos grupos, contratações…como precisar quais aprendizagens estão em jogo aqui? 

Aprendizagem significativa

Aliás, parece até que os conteúdos mobilizados perdem a importância neste momento, porque o que importa para os sujeitos envolvidos na ação é a concretização do projeto. 

Não seria isso um exemplo de aprendizagem significativa que tanto buscamos?   

Mas o que esse relato tem a ver com o ato de cantar? 

E por que mesmo ele é colocado no centro do trabalho musical da Escola Viva? 

Eu diria que tudo!

Sendo a nossa voz o instrumento mais primitivo, capaz de mobilizar as mais diversas formas de relacionamento, todos os indivíduos dotados desta possibilidade podem e devem utilizar esta maravilhosa forma de expressão e comunicação.

Como diz Caetano Veloso, na canção “Tá Combinado”:

 “Eu acredito num claro futuro de música, ternura e aventura”.

Veja neste vídeo alguns momentos do nosso cantar!

 

 

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