Dez melhor do que nove...

por Giuliana Valim, integrante do Comitê de Cultura Inclusiva

Nesta semana circulou pelos grupos de Whatsapp um texto antigo (e tão atual) ‘Nove não são Dez’, originalmente do Blog Paratodos do RJ. Se você ainda não teve a chance de ler: clique aqui. Vale a leitura!

Spoiler alert: o texto basicamente fala de forma poética e muito educada sobre a dor de uma mãe atípica ao ver seu filho, aparentemente incluso na escola, sendo excluído das atividades sociais de seus pares. De 10 colegas, era sempre o único nunca convidado.

O texto explica-se por si só e não há necessidade de reforçar nada sobre ele, mas o conteúdo me fez refletir sobre o que é inclusão.

Incluir alguém diferente (seja um filho atípico ou só uma amiga ‘chata’ da sala) é um processo desconfortável. Sim, esse é o termo certo, desconfortável, porque incluir o diferente / o atípico nos faz sair da zona de conforto.

Para incluir, precisamos descontruir formas de pensar, desconstruir formas de agir, e até nossa forma de brincar, para aprender uma nova (e, diga-se de passagem, muito interessante) forma de interagir com aquela criança. Quem faz ou já fez terapia sabe que tudo que exige desconstrução e aprendizado incomoda, cutuca e é desconfortável, mas eu garanto que chega num lugar melhor ao final.

O pai, mãe, familiar da criança atípica tem um motivador quase instintivo para essa reconstrução. Quem não quer ver seu filho bem, feliz e amado, não é mesmo?

Mas nem sempre as pessoas ao redor terão essa mesma motivação inerente e não dá para julgar, pois é difícil entender as necessidades do outro quando não vivemos aquela situação. Eu entendo as dificuldades de outras famílias ou crianças quando tentam interagir com meu filho, e ele não reage da forma típica.

Mas a mensagem que gostaria de deixar é que excluir ou permitir que as crianças excluam o convívio com aquelas pessoas mais ‘difíceis’ não ajuda nenhum dos lados desta história. Isso ensina que as crianças podem ignorar o que é difícil na vida e não trabalha grandes aprendizados que serão exigidos mais adiante (resiliência, empatia, adaptação, INCLUSÃO...) e, do outro lado, tira a chance do excluído de trabalhar seus social skills, de aprender a conviver com a diferença, além de o magoar profundamente, pois nem sempre entendem o motivo da exclusão, já que estão sendo apenas eles mesmos.

Eu sei que muitas vezes evitamos o diferente por ignorância, por não saber o que fazer (acredite, já estive nesse lugar!). Mas temos internet, uma rede de educadores na Escola Viva e mães de crianças atípicas prontas para ajudar nesse processo.

Pode ser desconfortável no início, mas garanto que há um lindo resultado no final. Vale a pena.

Ah, lembrando! Aqui não digo que ninguém é obrigado a ser amigo de ninguém. Só estou reforçando a importância de ensinarmos nossos filhos e filhas a conviver com todos e todas e, quem sabe, descobrir uma linda relação no inesperado.

Se não fosse vencendo essas barreiras, eu nunca teria descoberto o humor afiadíssimo da Cacá. A sensibilidade do Joel e seu eclético gosto musical. A diversão que é bater um papo com o Haller. A alegria contagiante da Maria. As aulas de mestre do Fê sobre a arte do pião e seu gosto refinado pelo Blues. E tantas outras personalidades maravilhosas que ficam logo ali, atrás daquela capa do Diferente.

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