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Formação de Professores Infantil: Música
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Início: um vídeo do Antônio Nóbrega. Nós nas pernas. Ou nos nossos olhares, que as observavam. Abundância sonora, sorrisos, improvisos dentro da grande riqueza musical brasileira. Tudo como se fosse brincadeira. Como se fosse, não: era. Porque Nóbrega transpirava prazer, perseguia a diversão, no que fazia. Quem olhava logo via: voz chamando música, corpo abraçando dança, alma convidando à festa. E nós fomos. Olhos nos olhos, pés no barro. Lá fora, o barulho de um alarme de carro, tentando nos arrastar de volta para o mundo dos sobressaltos. Gaiatos. Tentativa em vão, fracassado ato. Aqui dentro nada sairia do eixo. Começava, em ritmo de bocejos, um encontro de cigarras. Um mergulho rumo à forra, ao forró, à farra. Mal acordavam os corpos e o quintal estava povoando-se de sons, de estalos de ossos, de risadas, de vozes, de pulsações. E eram claras as orientações: que buscássemos prazer no que fazíamos. Que fossem parte da brincadeira os desafios. Palmas e saltos giraram na roda. Antecipávamos, atrasávamos, sobrepúnhamos, sincronizávamos um pouquinho, errávamos um tanto... Acertávamos um pouco mais, desencontrávamos de novo... Nada fora do normal. Mudamos de direção. Percorremos o quintal, batendo o pé no chão. Estudando o tempo e sua subdivisão — o contratempo. Brincamos de juntar esse estudo com o corpo, com o movimento. E de encontrar dentro disso a diversão. Não foi difícil... Mexer o corpo alegra o espírito. E é prazeroso vibrar com todos numa mesma pulsação. Para alguns foi fácil, para outros não, mas o principal estava ali, dentro de todos: a diversão. Divertir-se até no erro... E rir da própria confusão. Trocamos sorrisos, descontração, respiramos o ar da beira do mar e improvisamos uma forma de apresentação. E novamente o quintal foi preenchido por vozes e corpos em movimento. A música não ficou parada, só vendo. Entrou pelos ouvidos e fez mexer mãos, pés, olhares... Visitou os vizinhos... Convidou os passarinhos... Esquentou o dia... E agradeceu por ter participado da nossa folia. Ângelo Mundy, professor do Grupo Vermelho do Infantil, comentando sobre o encontro de formação de professores do dia 29 de junho, cujo conteúdo era Música.
Em tempo: Cigarras é o nome dado internamente para as oportunidades de reunião dos e com os professores do Infantil com o objetivo de resgatar conceitos fundamentais e o prazer no trabalho, em contraposição a Formigas, e uma forma automatizada de conduzir as tarefas do cotidiano. Cigarras e Formigas foram ideias emprestadas da conhecida fábula. | |