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Visitas dos Vermelhos e Verdes

Escola Viva Home Volta  

a Ateliers de Artistas (10 e 11 de março)

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“A Arte é uma viagem em direção ao outro” – Goethe

Três ou quatro passeios ao mesmo tempo? Todos os Verdes e Vermelhos fora “de casa”? Só se for por uma boa causa! Não podia ser melhor – todos visitando ateliês de artistas plásticos. Como é o atelier de um artista? Como ele se organiza? O que o inspira a criar? Como ele dispõe os materiais? Essas eram nossas perguntas. “Como você faz para pensar?”, “Você sempre trabalha ouvindo música?”, “Você mora aqui?”, “Onde é seu quarto?”, “Pra que serve isto aqui?”, “Como você faz isto?”, eram as perguntas das nossas crianças. E muitas, muitas, muitas outras. De ônibus e a pé, Vermelhos e Verdes se dividiram entre vários ateliês. Um grupo de crianças visitou a casa, que também é atelier, do pintor e desenhista, Tuneu. As crianças pesquisaram cada um dos milhares de objetos que compõe o atelier-casa, fizeram várias perguntas, ficaram encantados com a quantidade de livros da biblioteca de Tuneu. Trouxeram o artista para a Escola Viva e aqui fizeram com ele, um atelier de desenho e pintura.

Vermelhos e Verdes foram ao atelier de marcenaria de Paulo Rea onde conheceram a história do móvel e fizeram uma relação do esqueleto com o esqueleto humano – desenharam móveis e pesquisaram as relações de equilíbrio do próprio corpo. Com três pedaços de madeira, tentaram montar uma mesa, fazendo uma relação com os elementos próprios desta linguagem: equilíbrio, estrutura e estabilidade. Conheceram a concepção de diferentes artistas na criação de cadeiras de diferentes épocas e as soluções encontradas para cada material.

Flávia Figueira, artista plástica que transita entre a cerâmica, a porcelana e a pintura, recebeu um terceiro grupo de crianças do Verde: cada uma pintou um azulejo, misturaram pigmentos e fizeram várias tonalidades de verde! Também os Verdes, visitaram o atelier Piratininga, onde foram recebidos por Ernesto Bonatto. Conheceram o processo da gravura em metal e xilogravura, explorando as várias ferramentas e seus cortes em diferentes matrizes, gravando e imprimindo uma gravura coletiva.

Os Vermelhos saíram para o atelier da ceramista Paula de Almeida, onde além dos mistérios do forno e da queima da cerâmica, descobriram e se deslumbraram com o torno, que transforma um pedaço de barro em uma escultura com um simples toque de mão. Fizeram placas de cerâmica texturizadas que ficaram para a queima. Um outro grupo de Vermelhos, visitou o atelier-casa de Alexandre Ferro, arquiteto que se dedica à construção de luminárias utilizando sucatas e peças recicladas, intervenções urbanas como grafitte e stikers, além de pintura em tela. No seu atelier, as crianças puderam descobrir “invenções” de luminárias e esculturas urbanas de sucata e também dar várias idéias! A visita terminou com a graffitagem de um painel na garagem do artista.

“Qual o propósito de uma arte cujo exercício não me transforma?” – Paul Valéry De volta à escola, além de trocar uns com os outros as experiências de cada grupo, Verdes e Vermelhos preparam agora seus próprios ateliês, desde a seleção de materiais para o trabalho, até a arrumação e organização dos cantos. Em Abril começaram os ateliês integrados. As cabeças fervilham de idéias, as mãos, os pés, o corpo inteiro. Ao trabalho!

Equipe de Artes