Atividades e Eventos

Toca da Raposa - grupo Azul

Escola Viva Home Volta  

Chegou... o dia da Toca!

Slideshow image

Na terça-feira, 23 de setembro, o Grupo Azul foi para a Toca da Raposa. Encarregada de escrever um texto sobre nosso passeio, encantei-me com frases e palavras ditas pelas crianças, antes, durante e depois do grande dia.
Sim, elas, melhor do que ninguém, podem falar das expectativas, do frio na barriga, da incrível sensação de levantar da cama e saber que o dia tão esperado, finalmente, chegou! Ninguém melhor do que elas para falar da mistura de sentimentos suscitados nas despedidas pelas janelas dos ônibus.
Ninguém melhor para falar da viagem que parecia não ter fim, da primeira visão real que tiveram de um lugar tão imaginado e sonhado. Ninguém, além delas, poderia escolher, tão bem, expressões que simbolizam e traduzem toda alegria e animação de quem vê, pela primeira vez, a raposa e sua toca, o famoso escorregador de farinha, a gigante tirolesa.
É, realmente não há, no mundo, quem melhor possa descrever tudo aquilo que vai ficar guardado na memória. Com a palavra, as crianças do Grupo Azul...

Antes, muito antes...
“Hoje é o dia da Toca? Então por que eu vi um ônibus na rua da escola?”
“Se ontem faltavam dez, hoje faltam nove dias, não é mesmo?”

Um pouco antes...
“O meu irmão disse que na Toca da Raposa tem um tobogã de farinha. E ele acha que eu vou ter coragem de ir sozinho, porque quando ele era do Azul ele foi!”
“A gente vai dormir lá?”
“Ai, eu estou tão animado para o nosso passeio... Por que não chega logo?”

No caminho...
“Quando vai chegar?”
“Eu passo por aqui para ir pra minha casa!”
“Olha, o rio Pinheiros e a ponte! Eu já conhecia!”
“Eu vi o desenho de uma raposa! Ali! Bem ali!”
“Ué, porque o ônibus pegou o outro lado da estrada? A gente está voltando?”

Na Toca da Raposa, ao ver o tobogã pequeno...
“Ah... Esse é o tobogã de farinha? Pensei que fosse bem maior...”

Ao ver o tobogã grande...
“Eu vou conseguir, eu vou conseguir, eu vou conseguir!”

Depois de descer...
“Nossa, que maneiro isso, cara!”
“Deu um frio na barriga...”

Lá na aldeia, ouvindo a índia falar sobre seus tataravôs...
“Por que você tem que falar muito, muito, muito, muito?”

Ao ouvir que não podíamos chegar muito perto do Saci-Pererê...
“Não precisa ter medo, Saci! A gente não quer pegar você!”

Na parede de escalada...
“Antes eu não conseguia porque tinha medo. Mas hoje eu fui tão alto que até toquei o sino!”

Nos dias seguintes ao passeio...
“O que eu mais gostei na Toca foi... tudo!”
“Eu fui em tudo.... quase tudo... tive um pouquinho de medo da tirolesa... é, eu não fui na tirolesa..."
“Nossa, eu iria fácil para a Toca da Raposa! Agora mesmo!”

Julia Dip – professora do Grupo Azul