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Evento do Laranja |
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20 de setembro de 2008 A primavera anunciava com um sol fresco. Mas a Escola tinha um ar diferente. Aos poucos foram chegando os pais com as crianças, que não estavam de roupa laranja, mas tinham no gesto um jeito alaranjado. E também envergonhado ao encontrar suas professoras e sua escola toda mudada. Tinha cantos preparados e bem cuidados, como pequenos ninhos. Para acolher os que chegavam, mostrando caminhos e também dizendo “não” na falta de vaga. A intenção de tudo isso era a criação, o canto que cada um carrega em si. Esse espaço que a gente tem dentro da gente que canta, desenha, dança, recria, que se expressa. E assim, juntavam pais e filhos para conhecerem uns aos outros fazendo um alimento, com grãos, sementes e frutas; um vaso para enraizar cheiros de alecrim, hortelã e manjericão; um instrumento para compor música e cantar junto; uma construção de bicho, boneco, robô de papel, papelão e botão. Mas tinha também sabonetes e sais de banho, como mais um elemento do cuidar. E lá se iam todos, sobrevoavam de lá pra cá pelo quintal e paravam no meio do caminho para tomar suco, comer uma comidinha feita de cascas de abóbora, de melancia e de banana. É porque era tudo reaproveitado. Além das comidas, os cantos tinham plástico, metal, vidro, papel e pequenas sucatas de coisas cotidianas propondo uma verdadeira criação, criança-ação. Foi o que aconteceu: os pais colocaram suas crianças em ação. Tinha ainda uma exposição muito especial de esculturas, preparadas pelas crianças em experiências com sucata. Grandes e pequenas, composições e ornamentos, que fizeram do espaço um encanto. Um outro jeito de cantar para todos. Depois de toda essa experiência viva, para confraternizar este sábado tão gostoso na escola, cantamos (agora com a voz) um samba de roda, que se pareceu pouco é para que fiquemos com um gostinho de quero mais! Luzmarina Espindola - professora do grupo Laranja. No sábado do evento, a escola se transformou numa praça, num estúdio, num clube. Minha filha me guiava pelo ambiente, e descobri que ela conhecia todos os cantos da escola - sabia onde era o azul, o vermelho, o verde, e não apenas o laranja! Foi uma manhã de passeio, diversão e arte, produzimos "nossos" brinquedos e levamos para casa! Minha filha separou um pote de Granola para a irmã, um sabonete para a avó e chocalhos para os primos - tudo feito por ela - e mostrou a todos seu tambor, que construiu com a ajuda do pai. Adorei o evento do Laranja, tudo foi construído junto! Duca (Eduarda Mendonça Kertész) - mãe da Ana do Grupo Laranja |
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