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Festa Junina Infantil - manhã |
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Quando cheguei na Escola vi uma fila muito grande de pequenos caipiras sendo fotografados — alguns deles eram convidados a dançar, outros mostravam orgulhosos suas roupas, outros tentavam se esconder atrás do bigode e da barba pintada... Acho que a festa começou ali fora... Acho que a festa já estava lá... Talvez tenha começado um dia antes com os professores e funcionários na Virada Junina...equipes divididas, espaços sendo reconstruídos, pessoas trabalhando... Não, acho que não começou aí... essa festa já vinha de muito longe... Fogueira, bandeirinhas, milho, paçoca, cantoria, dentes pintados, casamentos conturbados, remendos e quadrilha... Esses e outros tantos elementos estavam ali presentes como que convidando a todos para esse dia. Sim, a Escola era pintada por crianças e adultos. Os professores que tiravam suas roupas do armário mostravam figuras que despertavam a atenção dos pequenos caipiras lá de fora, que agora, aqui dentro, eram os construtores da festa... Uma celebração que aconteceu de muitas formas, com muitos encontros. Foi bom ver como cada um construiu a sua festa, a sua experiência junina. Vermelhos e Verdes dividiram o tempo de suas brincadeiras com a organização das atividades das barracas para Amarelinhos, Amarelos, Laranjas e Azuis. Professores dividiram o tempo da organização com as brincadeiras, cantorias e danças... Fui surpreendido pelas possibilidades dessa festa, pelo jeito com que fomos convidados a experimentar, pelo jeito como as brincadeiras nos conduziam por outros tempos, outros espaços. Sem contar a música! Eita banda animada... Cantoria bonita dos professores, embalada pelas falas animadas das crianças. Eita, que tem criança correndo perto das barracas, algumas bandeirinhas já caíram no chão, biribinhas estouradas, a fogueira apagou... Quando foi a festa junina? Dia 25 de junho? Na verdade, não sei quando começou, nem sei se terminou... Acho que ficou assim um gostinho de amendoim, uma certa saudade de quando podia se soltar balão, um certo forró que não se dançou, um correio elegante que te encantou...corações saudosos esquentando a fogueira do ano que vem... Renato Ruffo – professor auxiliar do Grupo Vermelho |
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