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Desconstruir, Criar e Transformar |
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Esquentando a volta às aulas! Sentei no fundo do galpão naquela terça-feira. Estávamos todos vestidos com muitos casacos, cachecóis, gorros, meias e até luvas. O dia estava frio, as paredes estavam geladas e o chão nem sequer transpirava. Porém, o tema da conversa no galpão era quente e parecíamos todos animados com a volta às aulas. Reduzir, reutilizar e reciclar eram as palavras de destaque naquela manhã e a proposta para os professores e funcionários era a de transformar os objetos trazidos para a escola de forma que pudessem ser novamente aproveitados em ateliês, em experiências ou em projetos com as crianças. Olhei ao redor e percebi que não teríamos problemas com a falta de materiais. Cada participante havia trazido pelo menos três ou quatro objetos. Tínhamos de tudo: cds, disquetes, papéis, garrafas pet, xícaras, pentes, tecidos, miçangas, bolas, lápis, rolhas, potes de plástico, espumas, botões, fósforos Divididos em equipes, partimos para o trabalho! Cada integrante do meu grupo dispôs os materiais em uma grande mesa. Não era qualquer material, muitos possuíam história própria, passaram por vários lugares, tinham nomes e fizeram parte das vidas de cada um dos participantes. Aos poucos, durante o trabalho de desconstrução e transformação, fui percebendo que um diálogo começava a se estabelecer com aqueles objetos. “Este é duro, não dá para cortar.” “Este é mole e transparente, que tal colocar na água quente?” “Ah, este dá para desmontar.” “E aquele? Vamos furar!” No fim, reunidos no galpão, organizamos uma exposição de pequenas sucatas, com diferentes formas, cores e até cheiros. Dispostas em bandejas, era possível caminhar entre elas, admirar os trabalhos feitos com elas, observar como tinham sido transformadas e perceber que dali para frente poderiam ser usadas de inúmeras maneiras. Tal uso ainda se traduziria em diversão, prazer, experimentação, descoberta, pesquisa, apreciação e, acima de tudo, valorização de objetos que um dia estiveram em nossas mãos e que em um futuro bem próximo estarão nas mãos de outros . Adriana – professora do grupo Laranja da manhã |
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