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Copa Viva |
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Ano de Copa do Mundo não passa em branco. Em todos os aspectos. É um ano diferente, o clima é diferente, as relações são diferentes, os sentimentos são diferentes. Até mesmo aqueles que não são ligados ao futebol são tocados. Não há como não se comover com uma abertura de Copa, com a beleza e as emoções dos jogos, principalmente da seleção brasileira. É tudo emocionante. A contagem regressiva para o início, as convocações das seleções, os treinos, a estreia, a tão esperada grande final. A estrutura que cerca o torneio é gigantesca. Proporcional talvez, em tamanho e trabalho, às expectativas e comoções de cada coração aflito pela abertura e por todos os jogos. Na Escola Viva, a idade das crianças ainda não permite que elas tenham uma noção tão ampla de tudo o que envolve esse torneio. Mas, mesmo assim, basta uma pista ou uma menção ao assunto que já se nota uma euforia, uma reação diferente. Meninos e meninas, de todas as idades, são tomados por um espírito comum e, ao mesmo tempo, diferente: o espírito da Copa do Mundo que é real e intenso. Por isso, como professor responsável pelo canto do quintal onde acontecem os jogos com bola, pensei que alguma coisa tinha que ser feita para este ano ser ainda mais lembrado na vida de cada criança. Decidi tentar dar um pouco mais de noções àqueles que ainda não conhecem tanto o esporte para poderem se emocionar com a importância de tudo isso. E foi aí que surgiu a ideia de fazer uma copa da Escola, uma copa só nossa. Claro que em dimensões também menores, mas, por que não, também proporcionais às expectativas e comoções de cada criança que povoa o nosso colorido quintal. Assim, a ideia foi saindo do papel e ganhando cada vez mais sustância para poder acontecer. A abertura aconteceu no dia 5 de maio, com desfile das seleções (com bandeiras e uniformes pintados pelos próprios jogadores — crianças dos grupos Verdes e Vermelhos — e torcedores) e um concorrido jogo inaugural dos grupos Azuis, que participaram também confeccionando chocalhos, bandeirinhas e outros objetos para a torcida. O Ângelo e o Renato (professores do grupo Vermelho) e a Val (professora do grupo Verde) compuseram o nosso hino oficial: Hino da Copa Viva Nossa copa não tem fronteira Não é profissional... É só uma pelada Tudo ou nada! E a torcida é criativa, Atualmente, na quarta semana de competição, as crianças se reúnem junto ao jornal mural, no quintal, para verificar quando é seu próximo jogo, quem é o artilheiro, que seleção está na frente na classificação. Fazem contas com jogos feitos, rodadas, gols pró e gols contra, saldo de gols. Fazem projeções de campeões e já sabem muito sobre tiro de meta, lateral, escanteio, mão... mão?! Com a mão não vale... Crianças dos vários grupos Vermelhos e Verdes aprenderam a se conhecer, a se respeitar, a jogar juntos e a brincar juntos também nos dias em que não há jogos. Enfim, a nossa copa não tem fronteira! Fran Marianno |
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