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Evento do 9º ano – Marcas do local na paisagem global

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Após muitos trabalhos, pesquisas e o Estudo de Meio nas cidades de Minas, os alunos realizaram o evento do 9º ano com a presença de pais, alunos e equipe, que apreciaram as instalações e as obras expostas pelo espaço da Escola, que retratavam assuntos relacionados ao eixo temático da série Marcas do local na paisagem global.

Divididos em equipes, o grupo de Música criou a instalação “Pesadelo – Bullying”, baseando-se em uma das obras visitadas no Instituto Inhotim - “The murder of crows”, de Janet Cardiff. Os alunos relacionaram a ideia da obra com o comportamento conhecido como Bullying e elaboraram um texto baseado em uma história real, vivida por um garoto. O objetivo desta instalação era causar no espectador um pouco da sensação de angústia vivida pelo protagonista.

A mesma sensação pôde ser vivenciada em outro espaço da Escola, só que, desta vez, a inspiração partiu de uma história contada e de outros elementos sonoros usados para criar um ar de realidade e agonia. A sensação era de um verdadeiro pesadelo. O sofrimento vivido pelos escravos no período colonial de Minas Gerais inspirou o grupo na utilização de sons que remetem a este período da História.

Na sala intitulada “Passageira”, os convidados aprenderam um pouco sobre outro tema estudado em Minas - as Igrejas Católicas e os templos da Umbanda. Além de fotos e explicações, os convidados puderam ver alguns objetos que representavam essas duas religiões e, também, fotos dos alunos do 9º ano, espalhadas ao longo do curso de um “rio”, simbolizando a passagem do Fundamental para o Ensino Médio.

Na área de Língua Portuguesa, os alunos produziram um blog permanente de resenhas. Foram escolhidos temas de acordo com a preferência do aluno e foi criado o Dicionário Ilustrado de Cidades Invisíveis , disponibilizado em versão impressa e no blog da Biblioteca ( clique aqui para saber mais).

Na sala “Alimentação e saúde”, além de responder a um questionário sobre como nos alimentamos, pais, alunos e equipe puderam conferir vídeos, fotos e textos sobre anorexia e bulimia, além de degustar alguns alimentos em extinção, como o palmito.

Durante as aulas Projeto, os alunos fizeram duas publicações acadêmicas e o produto final foi a elaboração de uma resenha sobre os textos debatidos durante as aulas.

Os visitantes assistiram ainda a uma exibição de fotos e vídeos na sala “Co#viver”. Na experiência vivida neste percurso, o 9º ano pôde aprender a perceber, a se aproximar, a conviver, a aceitar as diferenças e a encontrar algumas semelhanças com as diferenças observadas nas situações vividas no Viva Esporte ( clique aqui e saiba mais), com disputas envolvendo alunos de 6º a 9º ano, na integração com os alunos do Ensino Médio no Rancho Ranieri e, também, na visita ao CRIA (Centro de Referência à Infância e Adolescência), em Mariana. No Estudo de Meio em Minas, somaram-se a esta discussão as marcas do local e do global, presentes nas trocas de experiências culturais entre os alunos do 9º ano e dos alunos do CRIA.

No evento, foi também apresentada a Revista Juvenil Digital, criada pelos alunos, com temas de seu interesse, composta pelos gêneros - capa, entrevista, curiosidades, teste e resumos da semana. Além disso, o grupo criou a sua própria feira de turismo, que pôde ser observada no Datashow e na revista digital.

Na sala “A Metamorfose”, os alunos procuraram retratar artisticamente os quatro anos vividos no Fundamental 2 e a saída rumo ao Ensino Médio. A instalação estava dividida em três ambientes: “desalento” – uma sala monocromática, apertada e áspera, que remete aos sentimentos do medo, do novo e inusitado, da cobrança e leve incômodo descritos como os mais marcantes durante a entrada no desconhecido F2; “antro” - espaço com tons pastéis e formas levemente orgânicas, que transmite a acomodação ao novo ambiente, onde não há somente uma conformidade, mas, também, um entendimento da atmosfera entrando em harmonia com os recentes paradigmas; e, por fim, “cachemir”, no qual as formas tomam proporções desmedidas e surrealistas, relembrando conceitos de liberdade, autonomia, confiança e individualidade nesse final de ciclo no F2. O trabalho foi inspirado na obra Cosmococas , de Hélio Oiticica, exposta no Instituto Inhotim , em Minas Gerais.

A performance “A árvore da Vida” foi inspirada nas diferentes religiões e crenças presentes da formação de nosso país. Após o estudo de meio em Minas, onde os alunos estudaram muito as matrizes católica e africana, o grupo representou a ideia de vida após a morte dessas e de outras religiões. O conceito religião está muito bem relacionado ao tema da série, já que pequenos ou grandes grupos religiosos interferem no mundo atual, influenciando diversas pessoas de diversos lugares.

Também inspirada em uma das obras vistas no Instituto Inhotim, o 9º ano se baseou na obra “Desvio em vermelho”, de Cildo Meirelles. O vermelho, que para a década de 70 simbolizava sangue, tortura e comunismo, foi recriado nesta obra para representar os momentos de repressão causados pela ditadura militar. Para isso, os alunos escolheram a cor verde, por representar a nossa realidade atual, ou seja, os problemas ambientais.

No decorrer dos últimos meses de aula, os alunos de Artes Cênicas do 9º ano foram mobilizados a revisitar o estudo de Meio para Minas Gerais e criar histórias em que as personagens tivessem a oportunidade de mudar seus destinos, como se a vida estivesse oferecendo uma nova chance. Neste processo de criação, o grupo refletiu sobre suas próprias vidas e seus “pequenos milagres”. O resultado pôde ser conferido nas apresentações durante o evento.

Na área de Música, a ideia original do trabalho realizado era tocar uma música com um instrumento de teclas, em função da experiência vivida com a tecladista Elisa Freixo, em Minas Gerais. Lá, os alunos tiveram contato com diversos tipos de instrumentos de teclas, como a espineta, o cravo e o virginal, e com músicas criadas para estes instrumentos. Para encerrar o evento, o 9º ano trabalhou na integração entre uma música que tem o teclado como base e instrumentos de percussão, muito utilizados na cultura musical mineira. Desta forma, a música Clocks , da banda Coldplay, recebeu o ritmo da percussão e inspirou o grupo a fazer o ritmo do baião.

Assim como a banda Coldplay é globalmente conhecida, o 9º ano percebeu, durante o estudo de meio em Minas, o quanto o uso dos instrumentos de percussão é uma característica local. Complementando, os alunos inseriram instrumentos de percussão no arranjo da música Snow , dos Red Hot Chili Peppers e a experiência resultou em muitos aplausos ao final da apresentação.

Para ilustrar este relato, disponibilizamos as fotos do evento - vale a pena conferir!



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Dezembro de 2011