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Assembleia 9º ano

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Violência é problema de cada um?

Dirigidos pelo coordenador pedagógico, Henrique Delboni, os alunos do 9º ano reuniram-se às 11h35 na quarta-feira, 13/4, para discutirem sobre violência.

Eventos envolvendo brigas na quadra de esportes, nos corredores, durante o intervalo e até mesmo dentro das salas de aula têm sido discutidos e combatidos firmemente pela direção e pela coordenação, com apoio dos representantes de classe e professores tutores. No entanto, em alguns momentos a discussão sobre violência precisa ser socializada, levada para fora da sala de aula, tratada como “problema social”.

O triste episódio ocorrido no último dia 7, no Rio de Janeiro, em que um ex-aluno de uma escola matou 12 adolescentes foi também ponto de partida para as discussões dessa assembleia.

Henrique lançou a primeira pergunta: “Qual é o papel social do 9º ano?” e, recolhendo respostas de alguns dos participantes, todos chegaram à conclusão de que, na Escola, o 9º ano é referência para os demais anos. A partir desse ponto, o coordenador alavancou a conversa com o massacre de Realengo e propôs uma segunda pergunta: “Como nós vemos a violência na sociedade e na Escola?”. Os alunos pontuaram que a violência acontece dentro e fora da Escola, e que, muitas vezes, a violência física é expressão (ou resultado) de outro tipo de violência, psicológica ou resultado de dificuldades de relacionamento. Mas, como muito bem completou um de nossos alunos, “não se pode deixar que vença o princípio da força, como na selva”.

O coordenador aproveitou, então, para lembrar que o trágico massacre do Realengo tinha sido um evento pontual, mas que, como outros eventos semelhantes já ocorreram em países desenvolvidos e que não têm os problemas socioeconômicos do Brasil, é possível afirmar que se trata de um fenômeno global.  Além disso, um aluno lembrou a força da mídia, que funcionaria como o canal para pessoas como Wellington Menezes de Oliveira, que, a pretexto de vingar-se de maus tratos e exclusões sofridas, sairia do anonimato para imediatamente entrar na sociedade do espetáculo, promovida por um tipo de mídia interessada em ganhar com esse tipo de tragédia e não em discutir a questão como ferida social.

“Como agir? O que fazer a respeito?”

Três propostas foram feitas: a criação de um canal de comunicação sigilosa, em que alunos pudessem ser ouvidos; a conversa também sigilosa com os próprios professores, ou ainda a existência de um profissional especialista para ocupar esse lugar de “ouvidor”.

Para fechar a assembleia, Henrique sintetizou as falas e propostas numa única frase: “Faltam canais de comunicação na Escola”. E esse certamente será o tema do próximo encontro.

Abril de 2011