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Evento 9º ano – cidades poéticas

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Primeiro, a poesia: foi assim, no atiçamento das palavras, ritmos e imagens dos poemas criados pelos alunos do 9º ano, que os pais foram recebidos no começo da noite do dia 16 de setembro. E foi assim, com a inquietação do corpo poético, que sete personagens, portando placas de cores diferentes, convidaram grupos de pais à aventura da imaginação e do pensamento por lugares-cidades.



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Esses personagens guias, mais que um figurino e maquiagens magnificamente elaboradas, contavam histórias, enquanto conduziam seus grupos por um percurso onde outras histórias evocavam a experiência vivida pelos alunos na viagem de Estudo de Meio às cidades e comunidades históricas de Minas (Arturos, Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes e Bichinhos). Em cada parada, dos espectadores era exigido que os sentidos ficassem bastante atentos.

Frequentemente, um sopro de tradições ancestrais envolvia um grupo.

Era desse modo que acontecia quando chegavam à Cidade das Almas Penadas. Lá, viam-se e ouviam-se autênticas histórias de assombração; daquelas que nossos avôs e avós contam desde o tempo em que o Brasil de portugueses, indígenas e africanos mal acabara de nascer.

Na Cidade das Sombras, uma canção de ninar africana chamava os ouvidos da platéia e, a partir de então, os mitos de Iemanjá e de Nossa Senhora do Rosário se materializavam em sombras, luzes, narrativas orais e canções.

Bem ao lado, na Cidade da Música, a leitura de textos e a apreciação de músicas e imagens traziam a história, a diversidade sonora e o repertório dos instrumentos de teclado; lição bem aprendida na casa da musicista Elisa Freixo, em Tiradentes.

Em dois espaços expositivos, a própria cidade se revelava por meio de diálogos entre a vivência do aluno e as paisagens visitadas em Minas. Na mostra Memórias da Cidade, imagens capturadas em São Paulo encontravam seus pares na paisagem mineira. Já no Espaço Geométrico, a regra e a medida, o corpo e a linha, a estética colonial e o colorido dos pincéis lançavam no espaço as razões constantes da homotetia.

Bem ao lado, o Espaço Gourmet espalhava cheiros, sabores e lorotas; uma tentação literalmente degustada em pequenas porções destinadas ao paladar, ao olfato e aos ouvidos.

Mas, apenas em um lugar o visitante teria como acessar o começo de tudo. Os trabalhos que poderiam ser vistos na Praça dos Poetas, na Cidade das Almas Penadas, na Memória da Cidade, na Cidade da Música, na Cidade das Sombras, no Espaço Gourmet e no Espaço Geométrico eram extensões, fios e tramas surgidos a partir de nós desenhados por estudantes pesquisadores em seus cadernos de viagem, expostos nesse lugar chamado Cidade Universitária.

Blem! Blem! Blem! Blem!

Cada vez que o sino tocava na torre da igreja, era hora de seguir por outro caminho.

Blem! Blem! Blem! Blem!

O sino tocou só mais uma vez e todos se encontraram.

Vruuum! Vruuum!

Uma chuva de poemas caiu na cabeça de todos. Os tambores vieram se juntar à multidão banhada de poesias.

Por último, a poesia e a música: a celebração ao som de um RAP 

Congada.

Maria da Betânia Dias Galas - Professora de Artes Visuais do Fundamental 2