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Em visita à aldeia Krukutu, na região de Parelheiros, os alunos do 7º ano conheceram um pouco da rotina dos índios e da área habitada por eles.
O grupo foi recebido por José ou Karaí, seu nome em Guarani, responsável por receber os visitantes que chegam à aldeia. Ele nos levou até Olívio, que fez uma rápida trilha por parte da aldeia, onde o 7º ano pôde conhecer algumas casas, a UBS, as duas escolas (uma Municipal e a outra Estadual) e a Associação Guarani, utilizada para reuniões.
Olívio contou um pouco sobre sua vida e seu trabalho como escritor e, durante a visita, um telefonema de uma aldeia em Cuiabá interrompeu a explicação do índio. Em seguida, ele contou que iria para Cuiabá para o lançamento de seus dois livros.
Um dos alunos perguntou sobre o que ele escrevia e, prontamente, ele respondeu que escrevia livros sobre a história do Índio Guarani. A turma descobriu, também, que cada grupo indígena é diferente do outro, ou seja, os Pataxós são diferentes dos Xavantes, os Xavantes são diferentes dos Guaranis e assim por diante.
Outro fato curioso descoberto pelos alunos foi sobre a Língua Guarani. As crianças da aldeia aprendem primeiramente a língua materna, o Guarani, e, só após os sete anos, já na idade escolar, é que aprendem a Língua Portuguesa. Todos os índios da aldeia Krukutu sabem falar fluentemente os dois idiomas.
Perguntado sobre trabalho, Olívio contou que a maioria dos índios de lá exercem alguma função dentro da tribo. Alguns trabalham recebendo os visitantes, outros na loja de produtos artesanais e outra parte trabalha na escola como merendeiro, faxineiro, diretor, professor etc. ou em outras funções estabelecidas pelo líder da aldeia.
Durante a visita, o 7º ano observou que alguns índios possuem alguns itens conhecidos por nós, como TV, rádio e celular. Olívio contou que, da mesma forma que soubemos aproveitar algumas coisas da cultura indígena, os índios também souberam aproveitar as coisas boas que nós temos, mas sem perder a essência de sua cultura.
Durante todas as noites, as famílias se reúnem com o Pajé para um ritual. As famílias são “benzidas” e remédios naturais são receitados aos que, por ventura, estiverem doentes. Mas, caso os remédios não resolvam, o próprio Pajé indica uma visita à UBS da tribo.
Esta visita, na qual o grupo pôde observar o cotidiano e os costumes indígenas, complementa o trabalho sobre o eixo da série,
Brasil: identidades e imagens
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Novembro de 2011
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