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Autor e ilustrador tem encontro com 2º ano B

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A turma da professora Cris Pires recebeu o ganhador do prêmio Jabuti de ilustração 2010, Paulo Rea.

Sentados em roda, depois de ouvirem a história de Já já – A história de uma árvore apressada , contada pela professora atelierista Manoela Rotelli, os alunos do 2º ano B, também estimulados pelo autor, começaram a fazer suas perguntas sobre a obra.

“O que veio primeiro, a história ou a ilustração?”

Paulo respondeu que, antes de tudo, ficou imaginando o movimento que as páginas de um livro teriam, quando começou a pensar em escrever sobre o “tempo de vida” ou “tempo de passagem” de uma nuvem, de uma árvore, do voo de um pássaro.  Assim surgiu a história, que procura traduzir esses movimentos.

“Quanto tempo demorou para fazer o livro?”

Devolvendo a pergunta aos alunos, “quanto tempo você imagina que levou?”, o autor revelou que foram mais ou menos dois anos de trabalho para concluir Já Já .

“É difícil pensar no que vai fazer (quando imagina escrever e ilustrar um livro?)”

Paulo contou que sim, é difícil, principalmente porque é preciso pensar no tamanho da história. Agora já tem outro livro pronto, mas ainda não publicado, Cobra Criada , e está desenvolvendo outro projeto, de um livro-imagem, que vai se chamar Marés .

“Como você manda (seus livros) para as editoras?”

Nesse momento, ele mostrou o “boneco” (protótipo do livro) de Cobra Criada , que está enviando para as editoras, ou por correio, ou por e-mail, dependendo do caso.

“Em que lugares você já foi pegar madeira?”

O autor disse que procura por material em locais que têm preocupação ambiental e vendem madeira com certificado (FSC). Aliás, justamente pensando no cuidado ambiental, nas ilustrações de Já Já ele usou o jacarandá da Bahia que, além de tudo tem perfume de chocolate...

Enquanto os alunos perguntavam e ele respondia, Paulo também foi demonstrando como foi o processo de criação das ilustrações de Já Já , mostrando e recortando pranchas com desenho e madeira, para deleite total das crianças.

A professora Cris também quis saber: “Quando e como você aprendeu marchetaria?”

O ilustrador revelou que tudo começou porque ele trabalhava num escritório e isso o estressava demais. Resolveu, então, aprender marcenaria, para relaxar. A marcenaria levou à marchetaria e a marchetaria à literatura e à ilustração. Uma coisa muito bacana foi ele ter contado que Já Já é o primeiro livro ilustrado em marchetaria de que se tem notícia.

“Seu livro só é publicado em português ou também tem em outra língua, como inglês?”

Paulo gostou muito dessa pergunta e disse que Já Já está inscrito para participar da maior feira de livros infanto-juvenis do mundo, em Bolonha. Lá, editores de todo o mundo poderão conhecer o livro e, se se interessarem, poderão publicá-lo em outro idioma.

A professora aproveitou essa informação para contar aos alunos sobre o Prêmio Jabuti de ilustração infanto-juvenil 2011 conquistado por Paulo Rea, e o autor tirou de sua malinha de madeira, onde guarda tudo o que diz respeito a sua atividade, a estatueta do Jabuti, que também passou de mão em mão.

“Como você desenha? Como aprendeu a desenhar?”

“Olha, desenho desenhando. Pra desenhar, é preciso começar a desenhar. E eu gosto de usar um lápis bem molinho, o 6B, vocês conhecem?”, foi a resposta.

“O que você quis dizer com a história?”

Mais uma boa pergunta, que foi respondida como uma espécie de alerta a todas as crianças que têm muita pressa de crescer. Segundo ele, essa história é para mostrar que tudo tem seu tempo: nuvem, árvore, pássaro e gente.

No finalzinho do encontro, Paulo Rea distribuiu sementes de jacarandá mimoso às crianças e, como que para fechar com chave de ouro, a professora Cris se lembrou de que,  21/11, é Dia da Árvore!

Texto escrito pela professora Ruth Sá

Saiba mais sobre o autor e ilustrador Paulo Rea no site http://www.paulorea.com.br/



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Setembro de 2011